quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Estarei cá sem estar...


Não te queixes de poderes contar apenas com as memórias que tens de mim,
As estrelas que contemplas no céu tb já lá não estão,
Tudo é efémero e relativo,
Por não estar presente não significa que não possas beneficiar da sua essência.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sou dono da minha Felicidade


Se nem do meu corpo sou dono,
nada possuo,
tudo e todos dos quais usufruo,
são meros empréstimos,
perante os quais sou bastante grato.

E essa é a minha felicidade,
a liberdade de estar neste mundo de mãos a abanar,
livres para abraçar e acarinhar,
tocar na àgua fresca
e viver de raios de sol.

sábado, 23 de maio de 2009

Larga a minha asa!


Esse teu sofrimento,
é fruto dessa tua ignorância,
que teimas em cultivar e transmitir a quem não te pediu nada!

Não te redimas dizendo que não depende de ti,
de quem depende então?

Já está errado atirares-te ao fundo, qual é o prazer de levares os outros contigo?

ACORDA

Vive...
...ama, abraça, beija, ajuda, corre, brinca, rí-te...

Não faças apenas de conta que o fazes, porque no fundo,
tens medo de admitir que não sabes ser feliz.

Pois é... eu sei o teu segredo,
O senhor sabe tudo não sabe o mais básico,
e se assim é tudo o que ele sabe foi inventado e não existe.

Mas tem calma que eu tenho uma solução para ti,
baixa esse teu nariz arrogante,
e pede lições a uma criança.

Quando fores capaz de compreender tudo o que ela tem para te ensinar,
Não precisarás mais de te abrigar debaixo da minha asa,
pois terás um par só teu!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

É melhor fugir, porque eu vou a caminho!


Não choro, não rio, não canto,
Não vou ser causa do teu espanto,
Não vou criar ondas no lago,
Fica tudo como está, eu não estrago!

Se calhar vou cuspir para o chão, porque é comum,
Não crumprimentarei ninguém porque é natural,
Sou capaz de subir na profissão à custa de alguém, porque é normal,
Vou impor a minha mentira como verdade absoluta, porque é vulgar.

Assim deixo tudo como está, e não perturbo!

Mas...
...não sou eu!
Eu sou um destabilizador um marginal, um criminoso!

Caminho descalço, porque os meus pés gostam da terra,
Deito-me no chão porque amo a energia do planeta,
Canto, danço, faço de palhaço e sou pateta.
Gosto de sexo por que me dá prazer,
Cometo excessos sem querer.
Aleijo-me, e ganho cicatrizes,
tenho memórias de quando as fiz,
feliz pelo que aprendi nas que tenho,
e com pena por onde não passei.
Encontro-me na companhia,
Desencontro-me na solidão.
Relaxo na tranquilidade,
Divirto-me na confusão.
Alimento-me de raios de sol,
e brilho na escuridão.

Se incomodo, se magoo, se sou inoportuno,
Podem abrir a cela,
Prenderão o meu corpo, mas nunca se livrarão da minha companhia.

Aqui deixo uma enorme e agressiva ofensiva de sinceros abraços e beijos, para todos aqueles que eu possa perturbar.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Abre os olhos!


Porque temes a morte,
Se só quando vives podes sofrer?
Porque sofres com a ausência de alguém,
Se a sua presença nunca te foi garantida?
Se amas tens que contemplar,
Se respeitas não deves exigir,
Se valorizas não podes possuir.
Guarda as valiosas memórias,
Larga o conforto egoísta,
Que exige a impossível companhia permanente daqueles que amas,
Deixa-os partir com a tranquilidade que merecem,
E que tu um dia gostarás de ter,
Para que se possam deleitar no doce néctar,
Da eterna PAZ.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Quando não se consegue descrever um sentimento, ignoras e achas que não existe?


O pensamento que navega na minha mente,
Encontra ciclones na minha boca,
Quando se converte em palavras à deriva,
Que naufragam nos ouvidos dos outros,
Ficando sepultadas na profundeza das suas mentes.

Quando o mar comunica"dor" não colabora,
É infeliz o rio pensa"dor", e chora.
Chora porque no seu mais puro altruísmo,
Continua enchendo o mar,
E este por fim só que saber de agitações,
Esquecendo-se da sua calma origem,
Divertindo-se em turbilhões.

E todos admiram suas altas ondas,
Suas repentinas alterações de humor,
IGNORANDO suas origens,
Onde repousa a tranquilidade,
A doce paternidade, que mesmo ignorada,
Assegura a existência,
De quem pensa não depender de ninguém!

domingo, 4 de maio de 2008

A mãe de todos!


As datas são realmente importantes, porque nos levam a tropeçar nos seus significados, no entanto muitas vezes esquece-nos de pormenores significativos.
É claro que nesta data eu lembro-me sempre, da minha mãe, da minha avó, da minha bisavó, da minha tia, da minha mulher e muitas outras mães que me são próximas, lamentando os momentos em que não correspondi à sua eterna dedicação, esperando alguma vez compensá-las verdadeiramente, tornando-me em alguém onde está reflectido o resultado de todos os seus esforços.
No entanto ainda estou longe de compensar a mãe de todas elas, aquela que é verdadeiramente a primeira das mães, "A Mãe Natureza", será que algum dia conseguiremos compensá-la pelos maus tratos e falta de gratidão que temos exprimido, após tudo o que ela tem feito por todos nós?